domingo, 15 de janeiro de 2017

COMÉRCIO NA IGREJA

Mateus 21:12 - E entrou Jesus no templo de Deus, e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; 13 - E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.

Primeiramente precisamos entender o contexto desse acontecimento.
A Bíblia chama aqueles vendedores de cambistas. Cambista é aquele que vende e revende, ou seja, comercializa.
Naquele momento aqueles homens estavam negociando as ofertas que seriam entregues no altar. Naquele tempo entregavam animais para sacrifício e vários povos vinham de longe e não tinham como trazer sua oferta, porque seria necessário atravessar até desertos e certamente o animal chegaria morto e não haveria sacrifício. 
Sabendo disso, os cambistas se aproveitavam e usavam de comercio e o que é pios da exploração da fé alheia. As pessoas pagavam preços exorbitantes e por isso Jesus os chamou de salteadores, ou seja, ladrões.
Aqueles homens não faziam nada em beneficio do templo e sim em beneficio próprio.
Hoje na Igreja acontecem eventos, bazar e até ação entre amigos e isso não é pecado, pois muitas vezes as entradas de dízimos e ofertas não são suficientes para pagamentos de aluguéis, água, luz, a ajuda do Pastor que necessita de tempo integral na Obra para poder atender a todos e há muito trabalho para que tudo aconteça com excelência.  
Também vemos em muitas Igrejas a exploração da fé com atos proféticos com o intuito de arrecadar e vemos atos copiados e distorcidos como o tal lencinho ungido. (Atos 19:11 - E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. 12 - De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam).
Isso é Novo Testamento e incontestável. Acredito de verdade que possa existir tal unção, mas não da forma que alguns pastores têm feito como cobrar por esse lencinho, um valor maior por uma toalha.
Já vi tantos absurdos como uma "bispa" sentar no altar e pedir para deixarem a oferta e tocar no pé dela, isso é aproveitar da ingenuidade alheia. 
Por isso devemos tomar dois cuidados, um para não confundir com esses lobos aqueles que são verdadeiramente pastores, pois não estão todos corrompidos. O segundo para ficar atento a esses falsos profetas que hoje se acham mais importantes que Jesus e acham que até seu sangue é mais valioso. Tudo deve ser feito na Igreja dentro do contexto bíblico e não trechos isolados. CUIDADO!!!
(Mateus 24:
24 - Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.)
Ainda pra piorar a situação, vemos pessoas cobrarem para levar a Palavra. Só esclarecendo, acho digno o trabalhador do seu salário e muitos não têm mais tempo para conseguir conciliar a pregação e um trabalho e por isso creio que ao vir um Pastor pregar, um cantor gospel e etc, deva receber, se for longe, ele deve receber o custo da sua viagem e uma oferta voluntária levantada pela Igreja para esse fim. Porém conhecemos vários pastores conferencistas e fiquei sabendo de um em especial que está fazendo muito sucesso no Brasil e já foi até no programa do apresentador Ratinho do SBT. O que me chocou ao ir na Igreja de conhecidos foi saber que o tal homem cobrou R$ 30.000,00 (Trinta Mil Reais) para uma conferencia e as vendas dos convites para ouvi-lo foram exorbitantes e então ficou-me uma indagação. Quem não tinha dinheiro, não poderia ouvir uma Palavra de evangelismo? Mas a Bíblia diz também que aquilo que eu recebi de graça, devo entregar de graça. Triste por viver em meio a essa geração onde os valores estão sendo completamente trocados. Por isso irmãos, vigiemos para não cair nas astutas do diabo.
Apóstolo Anderson Inocencio